17 junho 2010

Arranque do Mundial


O início do Mundial foi, pelo menos, expectável. Num país com níveis de criminalidade tão elevados como os que são conhecidos, era possível antever os problemas que têm marcado as notícias.

Os hóteis são um alvo apetecível e óbvio. Primeiro os jornalistas portugueses e espanhóis. Ficaram sem computadores, máquinas fotográficas, passaportes, dinheiro. As autoridades conseguiram apanhar os assaltantes, que já foram condenados - 15 anos de prisão. Sob os olhares internacionais, age-se rapidamente. E até já há reforço de segurança em vários hóteis.

Também as comitivas das selecções da Grécia e Uruguai já foram atingidas. Há que reconhecer que os assaltantes têm um grande sentido de oportunidade - apanham toda a gente nos estádios, em êxtase com o mundial e aproveitam para fazer uma limpeza.

Pergunto-me se a FIFA terá pensado nestes problemas quando decidiu considerar a África do Sul para acolher um evento como este. É uma oportunidade para desenvolver o país (Portugal beneficiou muito do Europeu de 2004), mas até agora a imagem que tem passado é tudo menos positiva.

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