23 abril 2010

Plagiar



Até certo ponto, fixar uma ideia alheia de que se gostou é algo lisonjeador. É sinónimo de reconhecimento, de sucesso. Até este ponto, não é plágio. É inspiração. Mas quando tal inspiração apenas conduz imaginações mais escassas à cópia, é vergonhoso.

Penso que os estudantes do Ensino Superior devem estar (eu estou) particularmente estupefactos com esta situação. Uma professora que terá plagiado parte da sua tese de doutoramento, criando um estatuto que não merece, é simplesmente ultrajante para o universo académico (partindo do princípio de que se trata realmente de plágio, mas aguardando as conclusões da investigação).

É grave plagiar o pensamento. Especialmente, o pensamento teórico de individualidades reconhecidas em áreas de estudo, e leccionar essas teorias como se flutuassem directamente da mente ardilosa de um professor que arquitecta a melhor forma de elevar o seu nome.

Para além de que não é uma atitude muito inteligente, uma vez que as teses costumam ser publicadas e, mesmo não o sendo, hoje nada escapa ao poder da Internet e de softwares especialmente desenhados para desvendar estas situações.

Ficamos à espera de saber se é ou não é. Mas, neste país, muitas coisas (e mais graves) ficam, frequentemente, por provar.

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