É o título da Visão desta semana, acompanhado por uma galeria de fotografias de figuras públicas (vivas e mortas). Leio este título e pergunto-me se serão apenas os famosos a sofrer acidentes brutais e trágicos como o que vitimou Angélico Vieira - ou se a Visão pensa assim.
A legendar as fotografias, um texto descreve que o acidente ocorreu "ao volante de um BMW, em excesso de velocidade e sem cinto de segurança posto". Enquanto anda toda a gente a conjecturar as circunstâncias do acidente, a Visão apurou que o condutor ia em excesso de velocidade e, já no interior do artigo, afirma que Angélico Vieira "iria sentado em cima do seu cinto para enganar o sensor". Fonte, é que nem vê-la. A GNR é citada unicamente na explicação de que os passageiros seriam projectados porque não levariam cinto de segurança.
Indignam-me as afirmações peremptórias deste artigo, escasso em referências a fontes. Nestes casos, a verdade raramente é conhecida na sua totalidade, perde-se no meio do "diz que disse" e do endeusamento da personalidade pública falecida. Não alimentar o desejo ávido do público por pormenores sórdidos e certezas infundadas deve ser um dever da comunicação social (da que se preza, pelo menos).
Estas afirmações ganham outra dimensão pelo facto de o passageiro que saiu ileso do acidente ter anunciado, esta semana no programa do Goucha, que Angélico Vieira levava cinto de segurança. As diferentes versões vão suceder-se e muito vai ainda ser escrito - importa, sim, perceber o que se passou e publicar a verdade. Não o que o público quer ler.
Apesar de tudo isto, é menos mau um artigo sobre os efeitos perniciosos da fama - mesmo que junte na mesma leva os suicídios de Marilyn Monroe e Jimi Hendrix (entre outros), o assassinato de John Lenon, o acidente da princesa Diana, a prisão de um participante do Big Brother, a ida de José Carlos Pereira para rehab -, menos mau, do que a tragédia, o choque e as lágrimas que fazem capa de outras revistas. Pelo menos a Visão não repetiu, passo a passo, a morte de Angélico Vieira. É que até se fizeram infografias do acidente...
A legendar as fotografias, um texto descreve que o acidente ocorreu "ao volante de um BMW, em excesso de velocidade e sem cinto de segurança posto". Enquanto anda toda a gente a conjecturar as circunstâncias do acidente, a Visão apurou que o condutor ia em excesso de velocidade e, já no interior do artigo, afirma que Angélico Vieira "iria sentado em cima do seu cinto para enganar o sensor". Fonte, é que nem vê-la. A GNR é citada unicamente na explicação de que os passageiros seriam projectados porque não levariam cinto de segurança.
Indignam-me as afirmações peremptórias deste artigo, escasso em referências a fontes. Nestes casos, a verdade raramente é conhecida na sua totalidade, perde-se no meio do "diz que disse" e do endeusamento da personalidade pública falecida. Não alimentar o desejo ávido do público por pormenores sórdidos e certezas infundadas deve ser um dever da comunicação social (da que se preza, pelo menos).
Estas afirmações ganham outra dimensão pelo facto de o passageiro que saiu ileso do acidente ter anunciado, esta semana no programa do Goucha, que Angélico Vieira levava cinto de segurança. As diferentes versões vão suceder-se e muito vai ainda ser escrito - importa, sim, perceber o que se passou e publicar a verdade. Não o que o público quer ler.
Apesar de tudo isto, é menos mau um artigo sobre os efeitos perniciosos da fama - mesmo que junte na mesma leva os suicídios de Marilyn Monroe e Jimi Hendrix (entre outros), o assassinato de John Lenon, o acidente da princesa Diana, a prisão de um participante do Big Brother, a ida de José Carlos Pereira para rehab -, menos mau, do que a tragédia, o choque e as lágrimas que fazem capa de outras revistas. Pelo menos a Visão não repetiu, passo a passo, a morte de Angélico Vieira. É que até se fizeram infografias do acidente...

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