25 junho 2011
06 junho 2011
Apontamentos do acto eleitoral
Passos Coelho cantou o hino duas vezes. Discurso de vitória (mais fraquinho que o de derrota de Sócrates, segundo consta) > hino > perguntas dos jornalistas > confusão para sair do hotel e chegar ao Marquês de Pombal > outro discurso > hino. O homem canta bem, vá, mas era escusado.
Não esperava a demissão de Sócrates e acho que não se justifica. É verdade que teria uma vida difícil na oposição e seria, certamente, linchado de cada vez que abrisse a boca. Mas a responsabilidade não acabou aqui e, se não tinha a confiança dos portugueses para ser primeiro-ministro, que fosse o deputado eleito pelos 28,1%.
Depois da campanha do CDS-PP esperava um grande crescimento no resultado, mas foi só assim assim. A avaliar pela cara de Paulo Portas no discurso também devia estar à espera de mais - talvez por isso só falou ao fim da noite, mesmo antes de Pedro Passos Coelho, para ver se pingavam mais uns votos nas contagens finais.
Portas esteve bem com o seu ar sério e a pedir que não se cedesse a euforias do momento porque a situação não é para celebrações. Pouco depois, Passos Coelho dizia o mesmo.
Miguel Sousa Tavares diz que o Bloco de Esquerda vai implodir. Que é feito do Louçã que rosnava aos outros candidatos em 2009? Anda quase tão esmorecido e apagado quanto o Jerónimo. Ainda assim, mais um deputado para o PCP.
A abstenção foi colossal, 41,1%. Não esperava que, no estado em que o país se encontra, a reacção das pessoas fosse a desmobilização. O país já passou há muito a linha que separa o desinteresse e a necessidade de fazer algo pela nossa situação. Esperava francamente que os eleitores tivessem consciência da importância deste acto eleitoral.
Tanta coisa e vai-se a ver até o Partido pelos Animais ultrapassa o PCTP/MRPP e consegue um deputado. Para além disso, o Garcia Pereira ainda pode levar nas orelhas da Comissão Nacional de Eleições por declarações proferidas após o período de campanha. Mas ele não se fica e já apresentou uma queixa-crime contra a CNE por "denúncia caluniosa, abuso de poder e denegação de justiça e prevaricação. O contributo do PCTP/MRPP para o país vai ser tornar a Justiça ainda mais lenta, dado o volume de queixas e providências que o seu líder apresenta.
Por falar em calar, era o que os militantes do PS queriam fazer aos jornalistas depois do discurso de derrota/demissão de Sócrates. Ao fim de seis anos a desconsiderar a comunicação social, Sócrates disponibiliza-se a responder às perguntas - e os militantes vaiam cada palavra dos jornalistas. Muito bonito.
E quantas pessoas não votaram por não saberem o seu número de eleitor? Desta vez o Governo enviou umas cartinhas para casa dos eleitores com indicações de como saber o número ou, por outras palavras, de como evitar a bronca das presidenciais.
Alberto João Jardim: “Vamos ver se o próximo Governo é finalmente de acordo com aquilo que interessa à Madeira. É preciso que não siga o mau exemplo de outros primeiros-ministros do PSD.” Sempre a puxar a brasa à sua sardinha.
Não esperava a demissão de Sócrates e acho que não se justifica. É verdade que teria uma vida difícil na oposição e seria, certamente, linchado de cada vez que abrisse a boca. Mas a responsabilidade não acabou aqui e, se não tinha a confiança dos portugueses para ser primeiro-ministro, que fosse o deputado eleito pelos 28,1%.
Depois da campanha do CDS-PP esperava um grande crescimento no resultado, mas foi só assim assim. A avaliar pela cara de Paulo Portas no discurso também devia estar à espera de mais - talvez por isso só falou ao fim da noite, mesmo antes de Pedro Passos Coelho, para ver se pingavam mais uns votos nas contagens finais.
Portas esteve bem com o seu ar sério e a pedir que não se cedesse a euforias do momento porque a situação não é para celebrações. Pouco depois, Passos Coelho dizia o mesmo.
Miguel Sousa Tavares diz que o Bloco de Esquerda vai implodir. Que é feito do Louçã que rosnava aos outros candidatos em 2009? Anda quase tão esmorecido e apagado quanto o Jerónimo. Ainda assim, mais um deputado para o PCP.
A abstenção foi colossal, 41,1%. Não esperava que, no estado em que o país se encontra, a reacção das pessoas fosse a desmobilização. O país já passou há muito a linha que separa o desinteresse e a necessidade de fazer algo pela nossa situação. Esperava francamente que os eleitores tivessem consciência da importância deste acto eleitoral.
Tanta coisa e vai-se a ver até o Partido pelos Animais ultrapassa o PCTP/MRPP e consegue um deputado. Para além disso, o Garcia Pereira ainda pode levar nas orelhas da Comissão Nacional de Eleições por declarações proferidas após o período de campanha. Mas ele não se fica e já apresentou uma queixa-crime contra a CNE por "denúncia caluniosa, abuso de poder e denegação de justiça e prevaricação. O contributo do PCTP/MRPP para o país vai ser tornar a Justiça ainda mais lenta, dado o volume de queixas e providências que o seu líder apresenta.
Por falar em calar, era o que os militantes do PS queriam fazer aos jornalistas depois do discurso de derrota/demissão de Sócrates. Ao fim de seis anos a desconsiderar a comunicação social, Sócrates disponibiliza-se a responder às perguntas - e os militantes vaiam cada palavra dos jornalistas. Muito bonito.
E quantas pessoas não votaram por não saberem o seu número de eleitor? Desta vez o Governo enviou umas cartinhas para casa dos eleitores com indicações de como saber o número ou, por outras palavras, de como evitar a bronca das presidenciais.
Alberto João Jardim: “Vamos ver se o próximo Governo é finalmente de acordo com aquilo que interessa à Madeira. É preciso que não siga o mau exemplo de outros primeiros-ministros do PSD.” Sempre a puxar a brasa à sua sardinha.
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