Agora que os hipermercados já abrem ao Domingo durante todo o dia e que já começa a febre das prendas de Natal, também Hugo Chávez veio fazer umas comprinhas a Portugal.
Veio dar as "duas mãos" ao "amigo José" porque amigo que é amigo está presente nos melhores momentos mas também nos mais difíceis, que é como quem diz, quando dá jeito a Portugal exportar mais uns milhõesitos.
Desta vez, Chávez não se limitou aos Magalhães, esses fantásticos exemplares de computador que quando cai não se estraga e aguenta tudo, até bombardeamentos. Levou casas para habitação social, mais de 12 mil, dois navios asfalteiros e um ferry. "Disseram-me que é um barco bom, bonito e barato. Se é assim, estamos muito interessados". Tudo pela módica quantia de 1100 milhões. E desconfio que, se não tivesse de se ir embora tão cedo ("Vamos, já é tarde. Temos de chegar a Caracas antes que anoiteça"), ainda levava mais umas coisitas. Sei lá, podia apetecer-lhe comprar o mar, para aí. Ou então os meios de comunicação portugueses, já que os "de lá" são "manipuladores sem respeito pela moral e pela ética". Tudo palavras do querido amigo.
Nem é preciso dizer que Sócrates já teve o seu Natal deste ano. E agradeceu várias vezes, não fosse restar alguma dúvida de que está profundamente grato ao parceiro venezuelano. Este Pai Natal também veste vermelho, é igualmente rechonchudo mas não diz "oh oh oh". Diz "no me callo".


