"Dois homens ficaram ontem feridos com gravidade na sequência de agressões entre dois grupos no interior de um comboio, junto à estação de Oeiras", dizia o Diário de Notícias a 30 de Junho.
Nunca me senti particularmente insegura no comboio da linha de Cascais, mas é um facto que a violência aumenta durante os meses de Verão. Os desocupados resolvem mudar o que fazem durante todo o ano para as praias da linha e, com isso, vêm os conflitos que provocam nos transportes.
No meio destes factos, gostava de destacar a coragem dos revisores, obrigados a lidar com situações em que a insolência de jovens sem pingo de moral os coloca em posições difíceis de gerir. Muitas vezes são os gangues, sim, que levantam problemas. Há umas semanas eram cerca de dez rapazes, não mais de 20 anos. Entraram no comboio sem tshirts, com música alta e cada um levando uma garrafa de bebidas alcoólicas. O que podia ter feito o revisor nesta situação? Pois, não muito. Apenas lhes pediu que se vestissem.
Há que aumentar o policiamento nestas linhas. Não precisa de ser intenso ou regular, apenas o suficiente para estabelecer a certeza da segurança, capaz de dissuadir acções perturbadoras do bom funcionamento desse serviço tão necessário que é o comboio.